domingo, 30 de setembro de 2007

Analisando a rodada

Tudo normal no reino das laranjeiras. O Fluminense, depois de uma boa seqüência de apresentações convincentes, volta a ser o time de sempre e derrapa contra um dos lanternas do brasileirão. Fernando Henrique volta a falhar bisonhamente quando o Flu estava melhor. Assim, o tricolor carioca se desesperou e não conseguiu se reorganizar e correr atrás do resultado positivo.
Para mim, fica clara que um time apenas razoável, dependendo demais do Thiago Neves. A decisão de barrá-lo pouco antes do jogo foi desastrosa. Não por que esse seja um craque e sim porque é o único meia armador que o time tem. Tanto que no início do segundo tempo, quando Gabriel entrou no meio de campo, o time se mostrou melhor e capaz de criar algumas jogadas.
O ataque também não é eficiente. Alex Dias marca um a cada 20 jogos, Somália, é um jogador de área estilo poste. Lento, perde muitos gols. Adriano Magrão é do mesmo estilo. Soares não joga direito há um tempo, também não disse ao que veio.
A realidade, é que o Fluminense vai ter que contratar muito bem para a libertadores. Principalmente para o meio de campo. Fazer uma limpa no ataque e trazer algum atacante matador, se é que tem alguém disponível no mercado, sem viajar.
Méritos para o Paraná, que soube aproveitar a falta de organização e disposição carioca, saindo da degola, pelo menos por essa rodada.
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Não vou me dar ao trabalho de comentar o jogo do Botafogo. O time de General Severiano vive um verdadeiro inferno astral. Esse tem ainda alguma pretensão dentro do campeonato, deve urgentemente se reorganizar, colocar a cabeça no lugar e ver, quem sabe se consegue alguma coisa.
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Mais uma demonstração de força por conta do São Paulo. A Virada em cima do Internacional em porto alegre, só constata que realmente é um osso duro de roer.
Beneficiado pela derrota do Cruzeiro no Mineirão, para o fraquíssimo Figueirense, é muito difícil, senão impossível não afirmar que o campeonato está decidido.
Um exemplo a ser seguido de organização e profissionalismo. Os times que disputarão a Libertadores no próximo ano, deveriam olhar para o clube paulistano e aprender um pouco.

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O Cruzeiro é um time irregular. Em nenhum momento acreditei que pudesse tirar a vantagem para o São Paulo. Alternou grandes jogos e atuações chefias. Hoje mais uma vez vacilou. Pode e acredito que vai se classificar para a Libertadores. É um time tradicional e virá forte para a disputa. Não como favorito, mas dará trabalho.
É um time ainda se ajustando, por incrível que pareça. Acho que a tendência é engrenar, se transformando em um adversário difícil de ser batido.

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Tropeço palestrino diante do América de Natal? Muito se fala deste timo do Palmeiras. Mas sem querer ser óbvio, é um time limitado como todos os outros do campeonato. Não tem nenhum craque. Um time organizadinho dentro de campo na maioria das vezes e é isso.
É elogiado em grande parte pela imprensa paulista que é declaradamente tendenciosa. Por isso está recebendo uma atenção especial. Mas não acho e não vejo seu elenco como um que vá dar trabalho, caso se classifique para a Libertadores. Claro, que com a virada do ano, a tendência é de se ter novas contratações. Mas até aí, ninguém garante que serão boas e que o time vá acertar.
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O Santos em um jogo duro, venceu o Vasco em seus domínios. Segue assim na briga pela libertadores. Acho que junto ao Grêmio, São Paulo e Cruzeiro, fecharão o G4.

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Engraçada essas reações espetaculares por parte do Flamengo sempre ao final dos campeonatos quando a segundona está a vista. De qualquer modo, isso demonstra que lá na Gávea, o pessoal ta correndo atrás. Contratando (não sei com que dinheiro), se coçando, correndo e tentando mudar. Ainda é muito pouco para um time da dimensão do Flamengo. E se é possível contratar e organizar um time, por que não fazem isso no início do campeonato?

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O Corinthians está abusando do direto de perder jogos teoricamente fáceis e em casa. Na atual situação do clube, realmente nenhum jogo é fácil. Com um time fraco, despreparado e desesperado, o Timão tenta lutar contra o fantasma do rebaixamento. A não ser que haja algum ação por debaixo dos panos, a coisa ta feia mesmo pro time do parque São Jorge. Quarta terá um jogo decisivo no Maracanã, contra um Fluminense mordido. Se segura Fiel!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O BOTAFOGO DE SEMPRE

Há coisas que só acontecem com o Botafogo. Todo mundo conhece esta frase. Até quando vai se continuar a repeti-la? Ontem o time de General Severiano conseguiu mais um grande feito para sua coleção de desventuras. Mesmo abrindo 2x1 no placar, permitiu a reação do River Plate, mesmo com dois jogadores expulsos, e acabou eliminado por inacreditáveis 4x2.
Qual vai ser a desculpa desta vez? Será que Bebeto, o presidente chorão, voltará a rede nacional para reclamar que garfaram seu time mais uma vez? Pobre do Botinha, estão todos contra o alvinegro. Há um complô mundial para impedir as vitórias do time carioca. Ou talvez seja porque Biriba não entra mais em campo.
Depois de eliminado, injustamente, pelas falhas grosseiras de Ana Paula de Oliveira, e o caso Dodô, o Glorioso (?), não conseguiu manter as boas exibições que encantavam as platéias Brasil afora. A verdade, é que aquele time audaz do primeiro semestre, não existe mais. O Botafogo passou a acreditar ser o melhor time do País, sem perceber que já há algum tempo, deixou de sê-lo.
Noite passada, o que se viu foi um grande jogo, sobretudo para a torcida argentina. Um Botafogo aguerrido, tentando levantar seu moral, lutava contra um River desacreditado. Aproveitando as oportunidades, Lucio Flavio e Dodô deixaram suas marcas, dando a impressão que os cariocas triunfariam. Ainda mais com as expulsões portenhas. Nada disso, mais uma vez o alvinegro sucumbiu no momento decisivo. Levando o golpe fatal aos 47 minutos do segundo tempo.
Não quero ficar falando do jogo, todos já leram e sabem como foi. Seria, obviamente, muita inocência de minha parte, criticar qualquer time por ser eliminado pelo River Plate no Monumental de Nuñez. Todavia, devido ao que se sucedeu na partida de ontem a noite, jogando pelo empate, estando duas vezes a frente do placar, tendo o time portenho dois jogadores expulsos, não há como negar, o “mole” dado pelo foguinho. Talvez por inexperiência? Ansiedade, salto alto? Não importa, jogo ganho,
perdido.
Agora, o que resta fazer? Trabalhar. É indiscutível que o clube está mais organizado do que anos atrás. A diretoria, com seus acertos e erros, tenta transformar o Botafogo em algo melhor do que foi, e é. Mas não creio que já estejam lá. Vejo que resta muito chão ainda aos botafoguenses. Por isso, deviam parar de chorar e acreditar que já são o que almejam ser. Caso contrário, continuará havendo coisas, que só acontecem com o Botafogo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Sangue, suor e Morumbi

Um jogo digno de dois campeões. Assim poderia definir o confronto de ontem entre o São Paulo e o Boca Juniors. Foi um jogo pegado, de luta, disciplina tática, muito mais que técnica, é verdade, mas um jogo acima de tudo emocionante. De um lado os tricolores sedentos por uma vitória, do outro a “canchera” equipe argentina.
O clima estava todo formado. Morumbi lotado, 47 mil espectadores gritando e cantando sem parar, a fim de empurrar a locomotiva em vermelho, preto e branco. Em pequeno número, mas sempre presentes, os hermanos de cores suecas, tentavam em vão, incentivar sua esquadra, detentora da vantagem do empate.
O Boca começou assustando. Logo aos 30 minutos, no primeiro ataque do jogo, os portenhos acertaram a trave de Rogério Ceni. Imediatamente o time da capital paulista respondeu com Leandro chutando rente a trave. A partir daí, o que se viu foi um tricolor muito aplicado, criando chances na base da organização e vontade, acuando os visitantes em seu campo de defesa.
Dagoberto em um lance genial na linha de fundo, faz fila e toca para a pequena área. Ainda não dessa vez, saia o gol que separava a vaga para a próxima fase. O atacante Borges, aos 21 do minutos, perde uma chance incrível na pequena área. Após passar por dois marcadores, toca fraco na saída do goleiro. Quase, mas não bastante. Entre chiados e fantasmas na tela da minha TV, acompanhava o jogo, à essa altura, já não mais imparcial. Sim, desejava a vitória são paulina.
Veio o intervalo e o placar não mudara. O 0x0 persistia, mas crescendo a idéia da classificação brasileira, abri uma cerveja a espera do segundo tempo. Enquanto isso no Rio de Janeiro, o Vasco abria 2x0 no Lanús. Não fosse pela eliminação do Goiás, a festa brasileira estava quase completa. Quase...
Como na primeira etapa, na segunda, o Boco esboçou uma pressão inicial. Aí que entra em jogo o brilho e garra do atacante cangaceiro Aloísio. Um veradeiro tanque de guerra. Depois de uma bola alçada na grande área e bobeada da zaga boquense, mata carinhosamente a bola no peito e fuzila o gol de Caranta. Um lance de raça e categoria. A torcida comemora.
Eletrizante o jogo segue. Os tricolores buscando o golpe de misericórdia, os argentinos correndo contra o relógio. Uma verdadeira batalha que só poderia ser travada entre os mais tradicionais paises do futebol.
A exaustão tomava conto dos jogadores são paulinos, um a um iam demonstrando sinal de fraqueza e contusões. Mas a noite era tricolor e a vontade de vencer prevaleceu. No fim, a base do desespero o Boca tentava inutilmente o tento que lhes asseguraria a vaga. Absoluto, o time chacotado de “bambi” provou na verdade ser um leão, segurando o resultado com sabedoria, passando assim para as quartas de final.
O barulho dos fogos e gritos espalhados pelo bairro constatavam a vitória do time que soube jogar melhor os dois jogos. Que nunca desistiu do objetivo traçado e que merece sem sombra de dúvidas, o título de melhor equipe brasileira da atualidade. Comemorem os seguidores do time do Morumbi. Agora, só resta esperar pelos chilenos.

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Em tempo, no estádio de São Januário, o Vasco despachou o Lanús ao vencer por 3x0. Assim, o time da colina se classificou paras quartas e muito provavelmente enfrentará o América do México. Expectativa de mais confrontos arrasadores.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007



Estádio Mário Filho, Maracanã, em dois momentos: hoje e ontem. Templo máximo do futebol Mundial. Orgulho do Rio de Janeiro e do Brasil!